Palestrante Especialista em Liderança

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Mais que um líder - sendo um coach

Artigo publicado no Jornal Gazeta de Contagem, em edição de 23 a 29 de setembro de 2008. Por Sonia Jordão

Por Sonia Jordão

Sabemos que não existe um perfil ideal para um líder. Precisamos obter o máximo de benefícios para todos, pessoas e organizações. Liderança tem a ver com gestão de pessoas e com resultados. Com as atuais transformações do padrão de comportamento das pessoas, em um ritmo muito mais rápido do que no passado, surge a necessidade de uma nova habilidade. A habilidade que denominamos de coaching.

O significado da palavra coach em inglês é: técnico, condutor, guia e instrutor particular. Podemos dizer que o coach lidera pessoas em um processo de planejamento global, de curto, médio e longo prazo, buscando os resultados para a organização. Nessa realidade, pessoas e equipes se comunicam, desenvolvem-se e comprometem-se com o seu trabalho, satisfazendo suas necessidades e a de seus clientes.

O principal papel do coach é o de ser um educador/transformador. Ele irá atuar no nível da atitude com as pessoas, envolvendo-as com a perfeição das coisas. O coach precisa trabalhar com pessoas realmente motivadas e faz desse papel de treinador a sua nova filosofia de liderança. Ele tem habilidades para desenvolver pessoas, sobretudo seus colaboradores imediatos.

O coach sabe que cada um tem sua motivação interiormente. Portanto, ao agir, voltará sua atenção para atitudes que não desmotivem; propiciará a liberação da energia de cada um produtivamente, solucionando conflitos e lidando com as emoções de cada pessoa com quem ele entra em contato no sentido de uma transformação positiva e produtiva para a organização. Ele vai além do trabalho de apoiar apenas sua equipe, é aquele que ajuda na transformação de seus pares (líderes do mesmo nível hierárquico) e respectivas equipes.

No ambiente de trabalho é cada vez mais comum o profissional se comprometer com a melhoria da performance e da capacidade de aprender dos seus colaboradores, daqueles que fazem parte de sua equipe. Esse comprometimento tem um nome: coach. “Ser coach é saber dar as ferramentas necessárias para que a sua equipe chegue às próprias soluções” diz Dennis Matthies.

Ora, ter colaboradores que saibam tomar decisões é cada vez mais importante para as organizações. É por isso que o coach não pode ensinar pessoas apenas dizendo o que faria se estivesse naquela situação. Ele tem que ensinar seus colaboradores a raciocinar, a analisar as situações, e tem que achar a melhor saída para os problemas com base nos princípios de cada um deles. Mais do que isso. O coach ajuda o seu “cliente” a detectar suas dificuldades e a superá-las. Com isso, o desempenho dos colaboradores melhora e o resultado da organização também.

O coach deve estar aberto para ouvir, reconhecer quais são as dificuldades das pessoas que fazem parte de sua equipe e como resolvê-las, portanto é fundamental que goste de lidar com pessoas. Deve observar o comportamento do seu “cliente” sem fazer julgamentos e ainda precisa prestar contas dos resultados que estão sendo obtidos – afinal, de que adianta dar uma orientação sem verificar se o colaborador conseguiu atingir seu objetivo? Segundo Ane Araújo: “Coaching é o exercício mais elevado de liderança e uma prática vigorosa para a formação de líderes nas organizações”.

Ser um coach, portanto, é muito mais do que ser um chefe, ainda que se trate de um chefe considerado bom. Veja a seguir as principais diferenças entre os dois:

 

CHEFE COACH
Controla o comportamento        Libera o potencial  
Dá ordens Motiva 
Conduz as pessoas Aconselha
Foca na execução da tarefa        Foca no processo
Resolve problemas Ouve e ensina a resolver os problemas
Inspira medo Inspira entusiasmo
Preocupa-se com as coisas Preocupa-se com as pessoas
Diz "eu" Diz "nós"
Assume a responsabilidade Compartilha a responsabilidade
Dirige as pessoas Serve às pessoas
Colhe os louros Distribui os louros
Enxerga o hoje Contempla o amanhã

 

Se tiver condições, procure ser o coach de alguém, nem que seja de somente uma pessoa. Mas tal treinamento precisa ser feito todos os dias, em doses homeopáticas. Não adianta marcar uma reunião, conversar sobre algum ponto importante, ouvir o que o colaborador tem a dizer e nunca mais tocar no assunto.

Extraído do livro de Sonia Jordão: A Arte de Liderar – Vivenciando Mudanças num Mundo Globalizado.

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante e escritora, com centenas de artigos publicados.  Autora dos livros: “A Arte de Liderar” – Vivenciando mudanças num mundo globalizado, “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo”, “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” e de “E agora, Alex? Liderança, talentos, resultados”. Co-autora dos livros “Ser + com T & D” e “Ser + com palestrantes campeões”.

E-mail: contato@soniajordao.com.br

Site: www.tecerlideranca.com.br

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